Insa – Instituto Nacional do Semiárido

Pesquisas e Projetos

Desertificação e alterações climáticas no Semiárido brasileiro

Ação 02: Sistemas agrícolas familiares resilientes a eventos ambientais extremos no contexto do Semiárido brasileiro: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas (Insa - ASA)

Contato: Aldrin M. Perez-Marin.
Fone: (83) 3315-6412
Email: aldrin@insa.gov.br

Este projeto nasce de uma articulação entre o Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), conjuminando a ciência, tecnologia e inovação com a inclusão social, voltadas a construir alternativas de convivência produtiva e sustentável com o Semiárido brasileiro. Desta forma pretende-se realizar estudos socioeconômicos e ecológicos em unidades agrofamiliares, em transição agroecológica, nos nove estados do Semiárido brasileiro, visando elucidar as estratégias agrícolas e sociais utilizadas pelos agricultores que lhes têm possibilitado resistir e/ou recuperar-se dos impactos dos eventos ambientais extremos. Para a realização das ações de pesquisa relativas a este projeto vem sendo adotada metodologia de pesquisa-ação participativa, para que os próprios atores realizem as avaliações de resiliência dos agroecossistemas no Semiárido brasileiro e nos núcleos de desertificação. São realizadas ações de articulação e identificação de instituições que trabalham com agricultura sustentável e/ou estratégias de convivência com o Semiárido brasileiro, bem como aquelas que trabalham com a temática de desertificação, através de articulação com a ASA Brasil. Essas instituições indicam famílias de agricultores experimentadores para a realização das pesquisas. A pesquisa incorpora a retroalimentação social e comunitária aos dados biofísicos e sócio-econômicos, levantados nos agroecossistemas e núcleos de desertificação inseridos no universo de pesquisa. Equipes também identificam as estratégias de organização social utilizadas pelas famílias agricultoras, para conviver em situações difíceis impostas pelos eventos ambientais extremos, assim como sistematizam as estratégias que têm utilizado para permanecer na comunidade. Nas comunidades selecionadas os pesquisadores e agricultores realizarão reflexões participativas sobre os mecanismos e princípios mais importantes que expliquem a capacidade adaptativa das comunidades e dos sistemas às variações climáticas. Estes mecanismos são socializados com as famílias participantes através de dias de campo, reuniões, seminários, intercâmbio de agricultor para agricultor.

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