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31.03.2017 Insa participa de reunião da RedesFito Caatinga na Sudene (PE) para promover biodiversidade do Semiárido
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Reunião na Sudene
Reunião na Sudene

Representantes do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Instituto Tecnológico das Cadeias Biossustentáveis (ITCBio) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se reuniram ontem, dia 30, na sede da Sudene, em Recife (PE), para traçarem estratégias de desenvolvimento sustentável em produtos baseados na biodiversidade do Semiárido brasileiro.

A pesquisadora do Insa, Fabiane Rabelo, doutora em genética e melhoramento de plantas, apresentou as ações promovidas pelo instituto para promover a articulação e integração entre as instituições de ciência e tecnologia,  agricultores e empresários para pesquisar e utilizar os recursos genéticos e bioquímicos do bioma Caatinga. O Insa é parceiro da Sudene no projeto de identificação da cadeia biossustentável de plantas medicinais do Semiárido.

Também trabalha em parceria com a UFPE no inventário de plantas medicinais da Caatinga, um  projeto coordenado pela professora Márcia Vanusa, doutora em biologia celular. A iniciativa tem por objetivo produzir análises do potencial farmacêutico e cosmético do uso de plantas medicinais utilizadas tradicionalmente pelas comunidades do sertão de Pernambuco.

Hoje, 60 % do mercado farmacêutico mundial produz medicamentos de base biológica, movimentando uma soma de cerca de 60 bilhões de dólares. Estudos indicam que várias plantas da Caatinga já demonstraram um forte potencial antimicrobiano, antifúngico e útil para o tratamento de doenças causadas por vírus.  A comprovação do uso terapêutico dessas plantas até mesmo na fabricação de defensivos agrícolas naturais poderá gerar toda uma cadeia de produção de renda que contemplará a região do Semiárido brasileiro.

Em parceria com a UFPE e  a Sudene será criado no Insa um banco de extratos das plantas coletadas durante as expedições, nas quais os pesquisadores fazem análises para comprovar cientificamente os relatos orais das curandeiras do sertão. Márcia Vanusa, enfatiza que o conhecimento sobre a utilização terapêutica das plantas do Semiárido se encontra na posse de mulheres idosas, analfabetas e de baixa renda e que a ciência precisa coletar com urgência esses dados antes que eles desapareçam diante das mudanças geracionais.

 

Texto e Foto: Rodeildo Clemente (Ascom do Insa)

rodeildo.clemente@insa.gov.br

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