Insa – Instituto Nacional do Semiárido

Pesquisas e Projetos

Biodiversidade e o Uso Sustentável da Região do Semirárido Brasileiro

Conservação e uso sustentável de cactáceas da região semiárida brasileira

Contato: Arnóbio de Mendonça Cavalcante
Fone: (83) 33315 6405
Email: arnobio@insa.gov.br

Este projeto tem por finalidade contribuir para a conservação efetiva, uso sustentável e a redução do risco de extinção de cactáceas do Semiárido brasileiro e, colateralmente, ampliar o conhecimento sobre as mesmas. Atualmente, foram descritas pelos cientistas cerca de 1500 variedades de espécies de cactos. No Brasil, em 2012, a lista de espécies da flora registra para a família cactácea 254 espécies dentre nativas, subespontâneas e cultivadas. No Semiárido brasileiro, área de aproximadamente 980 mil Km2 revestida de Caatinga com manchas de Cerrado e Mata Atlântica encravadas, o conhecimento sobre cactáceas ainda é deficitário. Acredita-se que ocorra nessa região cerca de 100 espécies e acima de 24 gêneros. Apesar do desconhecimento numérico, empiricamente se sabe que a utilização de cactos por parte da população humana do Semiárido brasileiro é ampla, bastante antiga e com numerosos registros na literatura científica. Ademais, as Cactáceas também se destacam por sua importância cultural e ecológica. Culturalmente, espécies como o mandacaru, xique-xique e palma frequentemente aparecem nomeando ou simbolizando graficamente produtos ou empresas do Nordeste do Brasil, bem como fazendo parte das letras de músicas da região. Ecologicamente, uma vez que os cactos nascem em ambientes geralmente inóspitos, sua importância ecológica se revela como sendo a base da cadeia alimentar em alguns ecossistemas, fornecendo frutos, néctar e pólen para aves, mamíferos, insetos e répteis, além de ajudar na formação de ambientes sobre a rocha nua, permitindo o estabelecimento de outras plantas. Ainda nessa abordagem, supõe-se que alguns cactos epífitos funcionam como indicador confiável na determinação de vegetação primária ou secundária. Desta forma, esperamos com esta iniciativa ampliar o conhecimento sobre as cactáceas, ajudar a divulgar e proteger espécies relevantes e ameaçadas de extinção, fortalecer políticas públicas relacionadas com o tema em questão.

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