Insa – Instituto Nacional do Semiárido

Pesquisas e Projetos

Biodiversidade e o Uso Sustentável da Região do Semirárido Brasileiro

Ação 2 – Diversidade cariológica e genética de plantas únicas para os inselbergues no Semiárido brasileiro

Contato: Fabiane Rabelo da Costa
Fone: (83) 3315-6406
Email: fabiane@insa.gov.br

Esta ação objetiva mapear em fina escala os afloramentos mais vulneráveis no Semiárido brasileiro e que espécies e populações estariam vinculadas aos mesmos, visando à utilização sustentável e controlada destes recursos naturais, especialmente pelas populações do entorno, permitindo assim um aporte de renda extra a essas populações tradicionais. Os inselbergues são importantes depositários de grupos taxonômicos endêmicos e se destacam pela sua notável beleza cênica, o que os torna potencialmente importantes para a exploração sustentável do ecoturismo. Na região semiárida, vários afloramentos são utilizados para visitação pública e exercem papel destacado no desenvolvimento do ecoturismo regional, como o Morro do Pai Inácio na Chapada Diamantina (BA) e o Monte do Galo em Carnaúba dos Dantas (RN), para o turismo religioso. Na Paraíba, a Pedra da Boca, localizada no município de Araruna, divisa com o Rio Grande do Norte, tem importância tanto para o turismo ecológico como religioso. Outros inselbergues no estado já são utilizados em roteiros ecoturísticos destacando-se o Lajedo do Pai Mateus em Cabaceiras que apesar de não constituir um inselbergue no sensu strictu, apresenta características similares relativas às peculiaridades da flora e da beleza cênica. O Pico do Jabre, localizado no município de Maturéia, apesar de localizado em um parque estadual, tem sofrido sérias alterações antrópicas. Os afloramentos da Serra do Jatobá em Serra Branca, e a Muralha do Meio do Mundo em São João do Cariri, também se destacam pela ocorrência de uma flora local particularizada, além de constituírem importantes sítios arqueológicos, com pinturas rupestres. Um maior detalhamento da composição florística desses afloramentos, aliada a uma política voltada para a educação ambiental da população do entorno, poderia incrementar as atividades turísticas nessas localidades, viabilizando o uso sustentável desse recurso natural com interferências ambientais mínimas. A escassez de estudos voltados para o conhecimento da diversidade biológica em inselbergues do Semiárido e sua utilização pela população tradicional dificulta a adoção de medidas conservacionistas, especialmente voltadas para a manutenção de espécies raras e dos seus aspectos paisagísticos. Além disso, pouco se conhece sobre a evolução das espécies vegetais desses ecossistemas.

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